O primeiro post é uma entrevista com o engenheiro eletricista Kleber Freire, coordenador do Prédio de Aula 7 (PA7) da Unifacs (Universidade Salvador). Nada melhor do que buscar informações com um profissional da área!
Quem o entrevistou foi meu colega Luciano dos Santos.
Luciano: Qual a situação do profissional de engenharia elétrica, atual e futura no mercado de trabalho?
Kleber: A engenharia elétrica no mercado de trabalho sempre foi muito contratante. Então é muito difícil um profissional formado em engenharia elétrica ficar sem uma vaga no mercado, porque a engenharia elétrica tem vários braços, várias ramificações. Pode-se trabalhar na área de automação, na área de serviços, na área de montagem, na área de projetos industriais, telecomunicações, eletrotécnica.
Então é uma engenharia muito vasta e tem muita abrangência de mercado, historicamente o que temos é o seguinte: nunca há uma crise para uma colocação de engenheiros eletricistas no mercado de trabalho, muito pelo contrário, o mercado está cada vez melhor, cada vez mais abrangente e se no passado tivemos um pouco de retração na área dos processos de terceirização, em que as empresas começaram a demitir os funcionários para contratar microempresas para terceirizar o serviço. Então no passado tivemos certa retração pelos idos na década de noventa, no iniciozinho do ano 2000. Mas agora, por exemplo, não há mais problema nenhum no mercado, a parte de infraestrutura do país está cada vez mais demandando profissionais, e o que sentimos hoje é que o Brasil não consegue formar engenheiros suficientes para atender o próprio mercado brasileiro. Só a Petrobrás vai precisar de 40.000 engenheiros a partir desse ano de 2011, ou seja, por mais que a empresa abra concursos um após o outro, não consegue preencher as vagas que ela está disponibilizando para a engenharia.
Toda essa demanda de infraestrutura, geração de energia, transmissão, distribuição, tudo está com a demanda muito alta para os engenheiros eletricistas a parte de eletrônica, comunicações, comunicação de dados via satélite, a parte de automação industrial, toda a automação de processos. Então o mercado é extremamente interessante e acolhedor.
Hoje, temos uma disputa das empresas para os engenheiros eletricistas. O profissional já se forma com duas à três possibilidades de contratação. Então o mercado é bem promissor e está bem atual à formação de engenharia elétrica.
Minha opinião:
Concordo tudo que Kleber comentou. Mas, além de muita oportunidade de emprego, precisamos sair daquele padrão repetitivo de sempre! No mundo em que vivemos, onde há uma tecnologia avançada, somos capazes de inovar, revolucionar! Como meu professor Marcos Guimarães disse: aqueles que praticam as atividades em casa (criando circuitos, projetos, "colocando a mão na massa") são os que "sempre" se destacam no mercado de trabalho.
O que quero passar é que, sendo criativo, inovador, será o bom engenheiro de amanhã.
Você pode simplesmente seguir aquele padrão da universidade, pode ganhar um emprego facilmente, mas nunca será aquele que está no "auge". Só será um engenheiro eletricista qualquer.
Quero um país formado de excelentes engenheiros. Então, boa sorte à todos os estudantes desse curso!
Kleber Freire, engenheiro eletricista

Nenhum comentário:
Postar um comentário